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Paternidade presente

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www.elienelima.com.br Estudos demonstram que filhos que tiveram seus pais presentes tem mais facilidade no processo de socialização, maior segurança para se posicionar diante de tomadas de decisão, tem melhores resultados no processo de aprendizagem. Mas o que é ser um pai presente? Uma resposta comum a essa pergunta seria dizer que é conseguir estar fisicamente participando da vida e até da rotina de seu filho. Ou talvez possamos dizer também sobre ter momentos de qualidade com os filhos, ainda que sejam poucos. E para aqueles que tem algum impedimento real para participar de qualquer atividade rotineira de seu filho, como acontece, por exemplo, com aqueles que em razão de sua função podem até chegar a ficar vários dias fora de casa? Ou aqueles pais que se desencontram dos horários de dormir das crianças e isso acaba por significar uma presença muito restrita na vida delas? E os pais divorciados que tem permissão para estar com seus filhos em dias e intervalos definidos por um j...

Avosidade nos tempos modernos

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www.elienelima.com.br   No dia 26 de Julho comemoramos o Dia dos Avós. Uma data instituída pela igreja católica, mais precisamente pelo Papa Paulo IV, em homenagem a São Joaquim e Santa Ana, os avós maternos de Jesus Cristo.   Entretanto, os créditos para que as comemorações fossem estendidas para além de uma festa religiosa e abraçasse todos os avós, são dados a uma vovó portuguesa que lutou por mais de 20 anos para que houvesse a valorização desta figura familiar tão importante. Comumente, os avós são associados a uma figura amável e carinhosa, a quem é permitida uma demonstração de afeto desprovida das cobranças tão necessárias na educação das crianças. Os pais foram feitos para “cobrar” os bons comportamentos e os avós para “estragar” o que os pais ensinam – essa ainda é uma crença popular, apesar da grande mudança que temos testemunhado na vivência do papel de avós nos tempos atuais. Há algumas décadas, os avós eram vistos como pessoas idosas e improdutivas, normalmen...

Em defesa da inutilidade masculina.

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  Existem alguns comportamentos masculinos que estão por trás de muitos conflitos conjugais, familiares e até mesmo no ambiente de trabalho. Dois deles eu observo com certa frequência e vejo como fruto da forma como a sociedade insiste em perceber o homem e as expectativas que ainda existem sobre o papel masculino. São eles:     a necessidade de sempre ter respostas para tudo;     a dificuldade para assumir erros.   Fruto da história contada nos contos de fadas, a necessidade de ser sempre aquele que “salva” as situações (e as donzelas), aquele que sempre sabe o que fazer, acaba por ser cultivada no imaginário dos meninos, além de ser também o que se espera que eles façam quando crescerem. O problema é que nem sempre isso é possível - nenhum ser humano, por mais capacitado e inteligente que seja, terá respostas para todos os problemas e questões que a vida apresenta. E ter que encarar algum desafio que vai além de suas habilidades, para muitos homens caus...

Alcoolismo funcional - você sabe o que é?

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  É possível que essa terminologia não lhe seja tão conhecida, já que pouco se fala a respeito deste assunto. Normalmente o que se enfoca é o alcoolismo propriamente dito, suas causas e consequências, e esses, certamente, são os aspectos mais significativos de se abordar sobre essa doença que afeta tanto homens quanto mulheres, de forma crescente, haja vista os prejuízos que provoca. No entanto, entender uma outra face do vício em álcool que também pode causar dor e sofrimento é fundamental para se buscar tratamento e prevenção – por isso escolhi falar sobre esse tema.   Muitos de nós conhecem ou convivem com alguém, que tem uma relação de intimidade com a bebida alcoólica que chega a incomodar, porém, não provoca os danos que são utilizados cientificamente para diagnosticar um alcoolismo. A pessoa gosta muito de beber; às vezes até passa a semana toda sem ingerir bebida alcoólica, mas dedica o final de semana todo a ela sob o pretexto de relaxar das tensões da rotina; ou ...

MATERNIDADE SEM CULPA

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Todos nós sabemos que errar é humano – errar é uma característica do ser humano! Então, por que será que somos tão exigentes com as mães? Por que insistimos em cobrar das mulheres que são mães uma performance inatingível? Na verdade, toda mulher quando se torna mãe já se incumbe de se atribuir uma série de exigências sobre seu próprio comportamento e, desta forma, não precisa de ninguém além dela mesma para lhe impor cobranças e padrões a serem seguidos. Desde o momento em que se percebe grávida, a mulher se transforma. Começando pelo seu corpo, que passa a apresentar mudanças quase que diárias, a gestação de um filho provoca impactos em todas as dimensões da vida da futura mãe, e as emoções passam a exercer um domínio ainda mais intenso sobre suas atitudes. Para muitas, a alegria de poder gerar um filho é compreendida como um privilégio, uma dádiva divina se materializando através dela. Para outras nem tudo são flores, ainda que já tenha decidido que a maternidade seria uma escolh...

Desrespeitar a mulher é atentar contra o humano que existe em cada um de nós.

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  O dia 08 de março é tradicionalmente conhecido como o Dia Internacional da Mulher, desde o ano de 1975, quando a Organização das Nações Unidas – ONU, assim o reconheceu. Desde então, muitas foram as lutas - algumas delas manchadas com o sangue das próprias mulheres - que levaram a conquistas importantes e abriram portas para outros avanços. Ao olhar para traz no retrovisor da história da mulher brasileira, identificamos tempos em que a ela não era permitido frequentar a escola além do nível primário, não havia participação política e nem o direito ao voto; sem contar que o casamento era uma instituição indissolúvel à qual homens e mulheres estavam presos, contudo, determinando às esposas comportamentos ilibados que não se aplicavam aos homens. Além disso, a lei brasileira permitia ao marido solicitar a anulação do casamento caso detectasse que houve quebra da virgindade feminina antes do matrimônio. Foi somente a partir da constituição de 1988 que a mulher foi legalmente cons...

Quais máscaras emocionais você usa?

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  www.elienelima.com.br Em período de carnaval, falar de máscara nos remete aos adereços usados para representar personagens, geralmente complementando uma fantasia que escolhemos para representar durante os dias de folia. Mas não é só nas ocasiões festivas típicas que usamos máscaras. Na verdade, a vida em sociedade existe como se fosse um grande teatro onde representamos papeis o tempo todo, e compartilhamos histórias com vários outros personagens.   A máscara é um disfarce . Serve para esconder quem de fato somos e nos ajuda a mostrar uma face que consideramos ser mais adequada às diversas situações que compõem nossa realidade. Adotados desde os primeiros anos do nosso desenvolvimento psíquico, quando aprendemos a esconder aquilo que não nos aprova diante de quem nos importa, os disfarces aos poucos vão se tornando nosso jeito de ser, a forma como nos apresentamos na vida em sociedade. Muitas vezes, é nas festas à fantasia, onde se inclui o carnaval, que as pessoas expe...