www.netflix.com Você conhece alguma família em que o homem, quando nasceu seu filho, se comportou como se também fosse um filho pequeno precisando de cuidados? Ou mesmo uma mulher que não conseguiu ocupar seu lugar de mãe, deixando o bebê sob a responsabilidade de outros e tendo comportamentos reivindicativos de atenção também? Isso é algo comum em pessoas que não tiveram os cuidados adequados e suficientes quando, de fato, eram crianças. As consequências podem ser as mais variadas, mas giram sempre entre os extremos: ou a pessoa cuida em excesso ou chega a se infantilizar buscando ser cuidado. Em qualquer dos casos, percebe-se a dificuldade de se assumir o papel adulto que era esperado que assumisse, e vemos muitos casais tendo problema na relação por esse motivo, sem nem mesmo saber a verdadeira razão dos conflitos. A eterna procura pelo preenchimento do grande vazio É claro que é natural que haja algum impacto na relação conjugal logo após a chegada de um bebê para a fam...
Porque recomeçar é preciso! Mês de Janeiro em Belo Horizonte, desde que me conheço por gente, é tempo de instabilidade pluvial. As chuvas de verão começam perto do Natal, se estendem pelos primeiros dias do Ano Novo, e o que era para ser apenas a limpeza simbólica dos resíduos do que deixamos para traz no ano velho, torna-se motivo de angústia e preocupação, principalmente para quem vive em áreas de risco. Assim, o que era para ser começo se transforma em final, quando geografia, políticas públicas e educação do povo criam um cenário propício para alagamento de rios, desabamento de encostas e entupimento de bueiros. Como resultado, Janeiro se apresenta como um mês em que o sentimento cristão aflorado em Dezembro dá espaço para a mobilização social em atos de solidariedade para com aqueles que perdem suas casas, seus móveis, seus entes queridos e às vezes até suas referências. O que mais ouvimos dizer é que os bens materiais são o que menos importam, pois esses, se temos ...
“Penso, logo existo!” Esta famosa frase pode ser encontrada no livro “O discurso do método”, publicado no século XVII pelo filósofo francês René Descartes. Ao longo desta obra o autor cuidadosamente aponta seu ceticismo em relação a toda a sabedoria difundida até então, exceto quanto à existência humana, única verdade que, para ele, não poderia ser questionada. Entretanto, anos depois Freud reformula esse pensamento filosófico, afirmando justamente que “Existo onde não penso” , ao apresentar a ideia de que temos uma parte inconsciente no nosso psiquismo que é onde se reside a maior parte das informações que compõem nosso verdadeiro eu. O que temos aqui? Filosofia e psicologia se esforçando para dar respostas sobre nossa identidade, sobre quem somos e, inclusive, abrindo espaço para duvidarmos daquilo que acreditamos ser as verdades sobre nós. Sou onde não me penso. Onde eu me penso, não sou. Mas, afinal, quem somos nós? Quem é você? Inacreditável que haja alguém ...
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